Eu sonho em Technicolor

mais um blog cheio de neuroses inúteis

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Aquele sobre os anos 90

– Saudades de ver Confissões de Adolescente

– Saudades de assistir Spice World sem ser julgada

– Saudades de batom marrom

– Saudades de matar aula para assistir Sessão da Tarde

– Saudades de não entender músicas de duplo sentido

– Saudades de cantar É o Tchan

– Saudades de Blossom

 

 

Aparentemente eu não sou a única, porque tudo está voltando, né?

Kylie Jenner, você não é trendsetter.

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Aquele sobre a girl named Lucky

Aquele sobre a girl named Lucky

Se até a Britney consegue quem somos nós para dizer que não?

Aquele sobre amor na TV

Eu tenho uma pequena obsessão por The Bachelor/The Bachelorette/Bachelor Pad.

Não que eu me orgulhe disso, muito pelo contrário. Mas tem uma coisa em 25 pessoas acreditando que se morarem em uma casa e disputarem por um homem/mulher que me deixa viciada.

É sempre a mesma coisa: uma mansão, caras lindos e mulheres brigando. Uma logo vira a vilã e fala mal das outras. O príncipe encantado leva essas mulheres para cenários paradisíacos ao redor do mundo, conhece as famílias das moças e no fim pede uma delas em casamento.

É ridículo. É completamente surreal. É viciante.

Por que, meu deus, em pleno 2012 ainda esperamos ver o mocinho pedindo a mocinha em casamento no final do programa? Essas pessoas perdem o emprego para participar de um programa desses. A chance delas conseguirem ganhar é 1 em 25. VINTE E CINCO. Sem contar com o fato de que 90% desses casais não dão certo.

Também é incrível ver a diferença entre os gêneros nos programas. Quando são 25 mulheres brigando por um cara elas vivem discutindo, se xingando e falando mal umas das outras pelas costas. Os homens? No máximo falam que estão com ciúmes dos outros e reclamam que a mulher sai com vários caras.

Mas a proposta não é essa? Quando é um homem e 25 mulheres tudo bem, tudo certo, é natural. Mas uma mulher com 25 homens é ultrajante!

O mais vergonhoso é que com todos esses problemas e os roteiros inventados pela produção eu não consigo parar de ver.

Aquele sobre perder o post sobre procrastinação

Eu  tinha escrito um post enorme sobre como, pela primeira vez na vida, estou procrastinando. Mas acabei fechando a página.

 

Então fica para outro dia…

Aquele em que o meu porteiro me chama de Júlia

Todos sabemos que ao se mudar para um prédio novo devem fazer amizade com o porteiro. Isso é mais importante do que conhecer os vizinhos ou ver se tudo está ok no apartamento.
Na primeira semana ouvi o meu porteiro me chamando de Ju. Achei ótimo, já tinha ultrapassado a primeira barreira. Só no mês seguinte entendi que não era Ju, mas Júlia que ele dizia.
Depois de dois meses sendo chamada pelo nome errado quem vai corrigir?

Para o Seu Antônio, seis anos depois da mudança, continuo me chamando Júlia.

Aquele em que eu saí com um hipster

Se você trabalha na Disney e o Papai Noel te arruma um encontro com um fotógrafo é a hora de perceber que tem algo de errado na sua vida.

Eu óbviamente não percebo esses sinais. Achei o cara bonitinho e topei ir no cinema.

A segunda bandeira vermelha vem quando o cara aparece na sua casa de camisa xadrez, boné e ouve The Smiths no caminho até o cinema. Eu óbviamente achei que era algo muito New Yorker e cool.

Agora, quando o filme é Cisne Negro e ele discute a existencialidade da personagem da Mila Kunis, no meio do encontro, até a pessoa mais idiota do mundo percebe que tem algo fora do lugar.

 

A pergunta é: o quão parada precisa ser a vida amorosa de uma pessoa para isso acontecer?

Aquele em que o Facebook é um problema

Eu sou viciada no Facebook. Stalkeio pessoas sem a menor vergonha na cara e fico esperando as fofocas aparecerem na minha timeline. Mas o problema é quando a stalkeada sou eu.

Não costumo a adicionar pessoas que estudaram comigo no colégio porque eu nunca fui a pessoa, digamos assim, mais popular. Ou seja, só tenho três ou quatro amigas dessa época. Isso explica a minha surpresa quando eu vi quem tinha pedido para me adicionar semana passada, uma menina que estudou na alfabetização comigo. O melhor é que o friend request vem com o recado profundo: “O q vc tem feito”

“Bom, em 96 eu aprendi a escrever e logo fui fazendo a letra cursiva. Mas acho que você pulou essa fase já que continua abreviando tudo o que vc escreve.”

Não vejo a criatura a no mínimo 16 anos e ela tem a coragem de me perguntar o que eu tenho feito da minha vida. Podia falar que a primeira série foi difícil pra mim, mas que na segunda encontrei um grupo legal e passávamos os recreios cantando Spice Girls. Ou que uns anos mais tarde eu cismei que meu destino era morar na Irlanda. Ou que fiz uns intercâmbios e estudo jornalismo.

Aceitei o pedido e respondi: “Nada demais, tudo na mesma. E você?”

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